No final dos anos 70, Sula, suas duas irmãs e uma amiga formaram o conjunto "As Melindrosas”. Fizeram grande sucesso perante o público infanto-juvenil, vendendo um milhão de discos e tiveram vários discos gravados. O sucesso as levou a fazer um filme, uma comédia musical chamada "É proibido beijar as Melindrosas".
A fase de adolescência de Sula foi marcada pela participação no conjunto. Sua carreira no conjunto durou três anos.
Ficou afastada da vida artística por quatro anos e depois deste período, decidiu então entrar para o mundo sertanejo que naquele período passava por grandes transformações.
Há algum tempo a música sertaneja vinha sendo renovada. Chitãozinho & Chororó, Milionário e José Rico e Sérgio Reis, entre outros, vinham dando uma nova feição a esse estilo de música, conquistando públicos diferentes daqueles que acompanhavam as tradicionais duplas.
Sula percebeu que poderia apostar naquele caminho novo e promissor. Gravou uma fita com músicas sertanejas, elaborou um projeto visual diferenciado e foi à luta, atrás de quem poderia ajudá-la. Não foi fácil. Até o primeiro disco nessa nova fase, Sula percorreu inúmeras gravadoras.
Após três anos nessa busca, finalmente acabou encontrando sua oportunidade na gravadora 3M. Eles estavam procurando justamente o que Sula oferecia.
Iniciou carreira solo, estava nascendo Sula Miranda, nome que passou a adotar a partir de então. Sula assinou contrato com a 3M e lançou seu primeiro disco, em julho de 1986. Em outubro desse ano, já era recorde de vendas. O sucesso de Sula estava traçado desde o início. Ela veio no movimento de renovação que a música sertaneja estava tendo.
Era jovem, talentosa e cheia de garra, o novo gênero tomou conta dos programas de rádio e televisão.
O sertanejo-urbano, mistura da tradicional música caipira com toques de modernidade nos temas e na introdução de instrumental eletrônico. E assim, ela estava preparada para buscar o seu objetivo.
Sula teve a felicidade de encomendar uma música a Joel Marques, compositor consagrado, a canção "Caminhoneiro do Amor". Em dois meses, todas as rádios estavam tocando essa música. Logo no lançamento, as vendas atingiam 250 mil cópias. Aproveitando o embalo, Sula gravava um vídeo-clipe para a televisão.
Era a sua consagração. Os convites para shows não paravam de chegar. Era o sucesso e Sula sabia que tinha que aproveitar. Chegava a fazer 25 shows por mês.
Gravou muitos compositores famosos e conceituados ao longo dos anos. Participou de vários programas de rádio e televisão.
Sempre teve forte presença no palco. Atraía públicos de 30 mil a 100 mil pessoas em cada espetáculo. Com seu carisma, prestígio e credibilidade foi uma das cantoras do estilo sertanejo, mais requisitada do país, para anúncios e campanhas publicitárias. Sua marca foi licenciada para diversos produtos. Montou uma grife e abriu 40 lojas franqueadas por todo país com grande sucesso por muitos anos.
SULA MIRANDA - Home Vídeo
Sula Miranda também teve sua vida registrada em um home vídeo que foi lançado em todo país, e que. veio atender a enorme expectativa de seus fãs, que ansiavam há tempos por conhecer a trajetória da vida pessoal e profissional da artista.
A COR ROSA, O SÍMBOLO DE SUA CARREIRA.
Sula fez da cor rosa um símbolo em sua carreira. Virou mania. Essa cor, porém, apareceu por acaso na vida dela. No início da sua carreira, Sula alugou uma casa para instalar seu escritório. Chamou um pintor e pediu que ele pintasse as paredes na cor bege, em um tom bem claro. O pintor errou a cor e acabou pintando cor de rosa. A partir desse fato a vida de Sula mudou, e a cor rosa passou a fazer parte da sua vida e marketing durante o período em que atuou como cantora.